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Como evitar uma crise financeira em tempos de pandemia?
31/03/2020




Entenda como a precaução, a congruência e a definição de objetivos e metas podem mudar o cenário futuro da sua empresa


Sem dúvidas, são tempos difíceis. Mas assim como acidentes, crises nem sempre podem ser previstas e não há como evitá-las. Mas é possível estar preparado para passar pelo período. Precaução é a palavra.
            Não tem como não falar de economia diante da pandemia causada pelo Coronavírus (COVID-19), já que todo o comércio está de portas fechadas, os cidadãos permanecem em suas casas e poucas são as empresas que conseguem exercer o home office (escritório em casa). Então, como sobreviver a isso?
            Existem dois tipos de empresas: as que podem parar tranquilamente por alguns meses porque se prepararam para enfrentar uma crise financeira, fizeram reservas de emergência e separaram parte do lucro para momentos difíceis, e as empresas que, por inúmeros motivos, não podem usufruir desse benefício. Mas nós sabemos que a maioria pertencente ao segundo grupo não pode utilizar sua reserva de emergência simplesmente porque não tem uma, nunca teve e nunca se preparou para tê-la.
Por isso, a orientação da equipe de conselheiros jurídicos da GWD Advogados Associados é para que você aproveite o momento de distanciamento social, quarentena ou isolamento, seja qual for o seu caso, para reorganizar seu negócio e colocar as coisas em ordem:

1 - Revise todos os cadastros de clientes, atualize as informações, separe-os entre bons e maus pagadores, organize os débitos para realizar cobranças e aproveite para entrar em contato com cada um, peça como as coisas estão e fortaleça os vínculos para que, quando tudo voltar ao normal, eles se lembrem da atenção que receberam e voltem a comprar na sua empresa.

2 - Revise seus fornecedores e também atualize as informações sobre todos, avalie se são a melhor opção que você tem no momento e procure enxergar o cenário pós-crise para avaliá-los. Aproveite para manter contato com seus fornecedores também, essa é uma boa hora para “fazer uma média” e conseguir melhores condições para as próximas negociações.

3 - Reestabeleça seus objetivos, metas e submetas. Avalie sua empresa de ponta a ponta: o que o fez chegar até aqui, porque você está na situação que se encontra hoje e o que pode fazer para melhorar o cenário para os próximos meses. Defina e coloque no papel metas a longo, médio e curto prazo e redescubra o propósito do seu negócio. Isso vai trazer uma nova motivação para você recuperar a economia perdida.

            Empresas que se preparam para eventuais crises enfrentam o momento com muito mais tranquilidade. Tire uma valiosa lição da atual conjuntura e reescreva o destino do seu negócio para os próximos anos.


Decretos e medidas de redução dos impactos econômicos: ordem federal, estadual ou municipal, qual acatar?

No último post que fizemos aqui no blog, comentamos os principais pontos da MP 927 (clique aqui para conferir) e se você leu, viu que conversamos muito sobre congruência. Essa realmente é a melhor saída. É preciso cuidar da saúde sim, estamos falando de vidas e isso é o que existe de mais precioso! Até a Constituição afirma. Mas não podemos negar que o distanciamento social por conta da pandemia trouxe também impactos econômicos negativos.
            Então agora, o que faremos? Se as empresas continuarem fechadas, muitas irão à falência. O Governo Federal institui medidas para minimizar esses impactos, promove meios de contribuir com os empreendedores, enquanto os governos estaduais e municipais emitem decretos divergentes. Quais dessas ordens devemos cumprir?
            Existe uma hierarquia nos poderes, mas todos se respeitam. As leis, principalmente a Constituição, são máximas e devem ser respeitadas em todo tempo, mas quando se decreta estado de calamidade pública, com exceção da Constituição, é possível tomar decisões um pouco diferentes das que regem direitos e deveres (e é aqui que entram os decretos).
            O Estado (federação) entende e reconhece a autonomia dos municípios, e os municípios também reconhecem a autoridade federal. As medidas tomadas devem estar em uma congruência, mas para cada local do país há uma realidade diferente, por isso, muitas vezes, o município decreta outras orientações. E nós, cidadãos, devemos acatar o poder municipal (desde que esteja dentro das ordens da Constituição), porque é o que se aplica à nossa realidade local.